Jardim de Pandora
A exposição Jardim de Pandora, estrutura-se a pesquisa artística de Raquel Fayad potencializando as conexões e conjunções de conceitos/espaços para consolidar e expandir os mesmos de forma singular.
Ao explorar, em uma primeira análise, a capacidade criativa da artista que transita sem prioridade construtiva e/ou análises do desenho para a música, da dança para a pintura, do espaço arquitetônico à instalação, percebe-se a ativação de ciclos de rupturas analíticas e a provocação contida na essência e adoção desses desafios em uma matriz estética. A artista se utiliza dos diálogos que se estabelecem entre as várias disciplinas das artes e de áreas do conhecimento para priorizar o como, o por quê e o para quê projetar sensações e conceitos do bidimensional para o tridimensional, do espaço arquitetônico para o espaço sensorial e vice-versa.
Sua pesquisa artística explora a metamorfose dos temas investigados com as expressões artísticas que utiliza para criar e fazer discursos pictóricos, metafóricos, interdisciplinares e sensoriais, diluindo a ênfase de definir se é uma pintura, escultura, vídeo, teatro, desenho, performance, arte extramuros ou música, mas, sim, resultados contundentes e transgressores nos processos da pesquisa investigativa.






A busca de uma matriz estética presente na metamorfose dessas relações e de um discurso pictórico interdisciplinar. Ações coletivas e sensoriais me motivam na concepção e desenvolvimento das obras de arte. Por fim, a parceria curatorial de Jardim de Pandora potencializa as conexões formais e/ou conceituais entre cada uma das obras de arte e entre o conjunto delas, incluindo as relações com o espaço arquitetônico, para assim, desde as ferramentas visuais e estéticas propostas, aguçar o interesse dos espectadores na identificação particular de novos contextos e vivências para fomentar a definição e concretização de convicções, associações interdisciplinares e incentivar a instrução, reforçando como esta atualização se formata como estímulo para enfrentar os desafios dos novos processos de construção das imagens, construir novos discursos visuais e, assim, ampliar as possibilidades de representação e apresentação.







