CAMPOAMOR
Campoamor, de Raquel Fayad, é gramática e fonética sensoriais estruturadas e projetadas em uma instalação em que, a partir das obras de arte que fazem parte dela, se irradiam, sensorialmente, campos de história, memória, apropriações, encontros e convicções.
As conjunções gramaticais e fonéticas trazem a dialética imensurável de aproximações e distanciamentos que nos provocam o mergulho associativo e a colaboração estrutural no campo imantado da concepção, construção e exposição do projeto.
A artista constrói narrativas que avançam, ciclicamente, de uma referência sociocultural reconhecível, o café, a potentes manifestos visuais que provocam discussões sobre realidades cronológicas do convívio humano, mas que reforçam as particularidades da pesquisa artística de Fayad simetricamente com os encantos dos encontros afetivos, como coloca ela, que a afetam e nos afetam.
Dos encontros e das radiações de empatias cíclicas de compartilhamento inerentes à tradição dos costumes sociais no café, consequentemente vêm as reverências de convívio associadas a intimidades, decisões, atitudes, exaltações e tradições culturais.
As obras de arte reverenciam, esteticamente, essas metamorfoses híbridas de conhecimentos e referências à arte como canal de formação, instrução e educação. As séries Baronesas, 2019 e Hora do café, 2019 fazem referência a esses encantos e reverências.






Essa transitoriedade espacial dos suportes, cúmplices dessas pertinentes e potentes construções conceituais, está presente também nas parcerias que a artista estabelece entre os diferentes agentes artísticos contemporâneos, especialmente com participantes e/ou espectadores que desafia pelas experiências nos diferentes campos de interação no projeto Campoamor. Igualmente relevantes são os diálogos que Fayad prioriza entre as obras de arte e as particularidades históricas e estruturais dos espaços arquitetônicos onde o projeto artístico é apresentado.







